sexta-feira, 6 de maio de 2016

Desenvolvimento Emocional Infantil


O desenvolvimento emocional envolve o aumento da capacidade de sentir, entender e diferenciar emoções cada vez mais complexas, bem como a capacidade de autorregulá-las, para que o indivíduo possa se adaptar ao ambiente social ou atingir metas presentes ou futuras. 

Muitas vezes, as crianças enfrentam situações em que devem escolher entre opções conflitantes, como terminar a lição de casa antes de brincar ou comer uma guloseima naquele momento, ao invés de esperar para ter uma refeição saudável. Ao tomar tais decisões, elas precisam conciliar o conflito entre escolhas disponíveis que se opõem no contexto de um conjunto específico de expectativas e regras, bem como controlar os impulsos para a gratificação imediata em benefício de uma escolha que é menos imediata e automática. 

Esse tipo de controle comportamental e cognitivo está relacionado ao conceito das funções executivas. 

As funções executivas são processos multidimensionais de controle cognitivo que se caracterizam por serem voluntários e exigir um alto esforço. 
Eles incluem a capacidade de avaliar, organizar e alcançar metas, bem como a capacidade de adaptar o comportamento com flexibilidade ao ser confrontado com novos problemas e situações. 

As evidências do desenvolvimento cognitivo e da neurociência cognitiva do desenvolvimento têm demonstrado que o desenvolvimento da regulação da emoção é fortemente apoiado por diversas funções executivas essenciais, tais como o controle da atenção, a inibição de comportamentos inadequados, a tomada de decisão e outros processos cognitivos elevados que ocorrem em contextos emocionalmente exigentes.

Através da observação do desenvolvimento emocional temos uma maior compreensão das emoções do próprio indivíduo e de outros indivíduos, bem como o aumento da capacidade de regular as emoções baseando-se em metas atuais e regras compartilhadas socialmente. 

Na função hormonal, considera-se que as alterações desempenham um papel fundamental no ajustamento social e na competência escolar. 

O desenvolvimento adaptável da emoção está vinculado ao bem-estar da criança, enquanto que as dificuldades com a regulação emocional estão relacionadas a perturbações do humor e a problemas comportamentais. 

O desenvolvimento emocional é formado a partir de uma diversidade de habilidades cognitivas, incluindo a capacidade de regular o comportamento com flexibilidade, de forma voluntária, exigindo esforço (função executiva), dependendo fortemente do amadurecimento dos lobos frontais. 

A regulação cognitiva e emocional parecem se desenvolver em conjunto, exibindo um forte desenvolvimento durante o período pré-escolar e um curso de desenvolvimento mais demorado durante a infância posterior e adolescência.

Fonte:
Enciclopédia da criança - http://www.enciclopedia-crianca.com/funcoes-executivas/segundo-especialistas/funcao-executiva-e-desenvolvimento-emocional

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Desenvolvimento Motor Infantil

O desenvolvimento humano é um processo que ocorre durante toda vida e resulta de uma inter-relação complexa de fatores biológicos, psicológicos, culturais e ambientais. É definido como “mudanças que acontecem na vida de um indivíduo desde a concepção até a morte” (SHORT, 1988, p.8).




O Início do Desenvolvimento Motor

Firmar a cabeça, sentar-se, ficar de pé... Tudo isso faz parte do processo que vai levar à primeira e, ainda cambaleante, caminhada. Você pode ajudar seu filho a dar esse grande passo em seu desenvolvimento motor.

Logo que nasce, seu bebê passa por uma série de testes. Colocado de pé sobre uma superfície plana, o recém-nascido já "anda". É o chamado reflexo de marcha, uma das provas de que está tudo bem com ele. Vai demorar ainda uns bons 11 meses para que seu filho realmente ande sozinho, sem ninguém segurando, mas ele começa a se preparar pra isso desde cedo.

Nesse meio tempo, o bebê vai ter outras grandes conquistas, todas preparatórias desse pequeno grande momento: firmar a cabeça, erguê-la quando colocado de bruços, depois, ainda de barriga pra baixo, conseguir erguer o peito, apoiando-se nas mãos, sentar-se com apoio, depois sozinho, conseguir ficar de pé segurando-se nos móveis, depois sem as mãos...

Cada um deles vai ser motivo de comemoração, fotos e filmagens. E tem de ser assim mesmo. É importante acompanhar de perto esse desenvolvimento e estimular seu filho, sem pressa. O desenvolvimento motor se dá sempre nesse sentido, que recebe o complicado nome técnico de crânio-caudal, ou seja, da cabeça para os pés. E todas as crianças seguem a mesma sequência.

O Desenvolvimento Motor não é Igual em Todas as Crianças!!

Algumas crianças engatinham muito cedo, outras pulam essa fase sem que haja nenhum problema. Os neurologistas explicam: engatinhar não é uma etapa obrigatória do desenvolvimento motor, ao contrário de erguer a cabeça ou se sentar. Como engatinhar permite que a criança enxergue o mundo de uma forma diferente que as outras posições, vale a pena estimulá-la. Tudo sem estresse, na brincadeira.

Alguns bebês não engatinham por falta de espaço e oportunidade e isso é possível resolver. Você pode estimulá-la a ficar de bruços colocando-a sobre tapetes de atividades e a erguer a cabeça, agitando um brinquedinho na frente do rosto do bebê, por exemplo.

Andadores em que a criança precisa se apoiar para manter-se ereta, podem estimulá-la a ficar em pé e a dar os primeiros passos. Tome cuidado com aqueles com rodinhas, em que a criança fica de pé "segurada" pelo próprio artefato e "anda" mesmo sem ainda saber andar sozinha. Ao contrário de estimular a marcha, esses aparelhos podem atrasar o desenvolvimento do seu filho, já que ele fica na ponta dos pés, o que não é maneira natural de caminhar, além de provocar acidentes sérios (como cair numa escada). Andador, só o brinquedo mesmo, com a criança apoiando a planta do pé
no chão e com você por perto. São pequenos passos para a humanidade, mas uma viagem à lua pra ele.

Quando seu filho vai...
...sustentar a cabeça quando colocado de bruços, apoiado nos antebraços...
Por volta dos 4 meses
...sentar-se com apoio...
Por volta dos 4 meses
...sentar-se sem apoio...
Por volta dos 6 meses
...engatinhar
Por volta de 8 meses, mas algumas crianças andam sem ter engatinhado antes
...ficar em pé sem apoio
Por volta dos 10 meses
...andar sem apoio
Por volta dos 11 meses



O que é desenvolvimento motor na primeira infância?

O desenvolvimento infantil se inicia ainda na vida uterina, com o crescimento físico, a maturação neurológica, a construção de habilidades relacionadas ao comportamento e as esferas cognitiva, afetiva e social. A primeira infância, que abrange a idade entre zero a cinco anos, é a fase em que a criança se encontra mais receptiva aos estímulos vindo do ambiente e o desenvolvimento das habilidades motoras ocorre muito rapidamente. 

Neste período, principalmente no primeiro ano de vida, os primeiros marcos motores aparecem com o controle de cabeça, o rolar, o arrastar e mais tarde o sentar, o engatinhar e a marcha no final do primeiro ano.

Quais são as principais etapas do desenvolvimento motor do bebê até um ano de idade e em que momento elas aparecem?

A primeira etapa motora que o bebê deve alcançar é o controle de cabeça até três meses de vida. O rolar deve aparecer por volta dos cinco meses e o sentar sozinho aos seis meses. Aos oito meses, a criança deve assumir a postura sentada sozinha e aos nove meses deve engatinhar e se puxar para a postura de pé. Em torno dos 12 meses, a criança começa a andar livremente.

É importante lembrar que essas etapas não devem ser seguidas como regra, pois é normal haver uma variação na idade dos aparecimentos de cada marco motor.

O que os pais podem fazer para estimular o desenvolvimento motor de uma criança?

Desde o nascimento os pais podem contribuir para estimular o desenvolvimento motor da criança oferecendo um ambiente rico de estímulos motores e sensoriais, como: colocar a criança livre num tatame no chão para que ela possa se movimentar e até rolar; colocar a criança de barriga para baixo quando ela estiver acordada e sob supervisão; brincar com brinquedos próprios para a idade, como chocalhos e bichinhos de borracha; cantar músicas infantis e ler histórias, proporcionado uma boa relação pais-bebês.

Fontes:
http://www.hospitalinfantilsabara.org.br/saude-da-crianca/informacoes-sobre-doencas/desenvolvimento-motor.php
http://web.unifoa.edu.br/portal_ensino/mestrado/mecsma/arquivos/37.pdf
SHORT, DeGraf M. Human Development. New York: John Wiley, 1988.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Estatuto da Criança e do Adolescente



Nosso objetivo não é esgotar o tema, e sim trazer os principais pontos de interesse ao pedagogo no que tange ao estudo do ECA.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adequar a legislação aos princípios da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que aconteceu em novembro de 1989 e foi ratificada pelo país em setembro de 1990. Antes disso, em julho do mesmo ano, nasceu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instaurado pela lei 8.069. 

O Estatuto reforça o que já preceitua a Constituição Federal de 1988, como a proteção integral de crianças e adolescentes. A lei considera crianças aqueles que têm até doze anos incompletos e adolescentes aqueles que têm entre 12 e 18 anos. 

O ECA estabelece que é dever do Estado, da família e da sociedade garantir o direito de crianças e adolescentes à liberdade, à dignidade, à convivência familiar e comunitária, à saúde, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, à profissionalização e à proteção do trabalho. Além disso, prevê a proteção contra qualquer forma de exploração, discriminação, violência e opressão. 

No ECA estão determinadas questões, como os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes; as sanções, quando há o cometimento de ato infracional; quais órgãos devem prestar assistência; e a tipificação de crimes contra criança.

O Estatuto trata da absoluta prioridade no que concerne à criança e o adolescente. Logo, compreende a primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias, a precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública, a preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas e a destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.

Destaca também no seu artigo 7º., que a criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.

A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, sendo dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria, progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio, além do atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, e atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade, dentre outros na esfera educacional, inclusive com eventuais programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino e os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos envolvendo seus alunos, reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares, bem como os elevados níveis de repetência.

Nos municípios, deverá haver, no mínimo, um Conselho Tutelar composto de cinco membros, escolhidos pela comunidade local, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. São atribuições do Conselho Tutelar atender as crianças e adolescentes, nas hipóteses em que seus direitos estejam sendo desrespeitados, inclusive com relação a seus pais e responsáveis, bem como em outras questões vinculadas aos direitos e deveres previstos na legislação do ECA e na Constituição.

Fontes:
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica publica/materias_295310.shtml
http://www.promenino.org.br/direitosdainfancia/eca-e-legislacao
http://www.infoescola.com/direito/estatuto-da-crianca-e-do-adolescente/



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Assuntos Polêmicos Acerca da Infância

O objetivo de hoje é levantar alguns questionamentos acerca de 3 temáticas, ainda sem solução, inerentes a nossa realidade social, são elas:

  • exploração do trabalho infantil;
  • a ausência da participação dos pais na rotina escolar do filho e os impactos causados;
  • tempo de aprendizagem e currículo.

Discussão 1: EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL


Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida para o trabalho, conforme a legislação de cada país. O trabalho infantil, em geral, é proibido por lei. Especificamente, as formas mais nocivas ou cruéis de trabalho infantil não apenas são proibidas, mas também constituem crime.

Apesar de legislação que proíbe a exploração do trabalho infantil, é comum ainda encontrar crianças que são privadas de ter sua infância, para trabalhar e ajudar no sustento de casa.

Esse problema impacta seriamente no desenvolvimento infantil. Conforme previamente tratado no post “Criança x Infância”, a infância é fundamental no desenvolvimento motor, cognitivo, psicossocial e afetivo. É através do brincar que a criança conhece o outro e a si mesmo. A socialização acontece através da brincadeira.

Neste mesmo sentido, também já falamos sobre a importância da ludicidade no desenvolvimento infantil. A criança precisa viver o faz de conta, isso desenvolve não só a criatividade, mas também a percepção de mundo.

A criança que não pode ter infância devido a exploração do trabalho infantil, tem seu desenvolvimento prejudicado e isso refletirá no seu rendimento escolar também.

Vale refletir sobre o seguinte questionamento: Será que a legislação existente é eficaz para reduzir a exploração infantil? As escolas estão preparadas para lidar com as crianças que são exploradas a fim de proporcionar igualdade de aprendizagem, de modo que a exploração do trabalho não cause tanto impacto no desenvolvimento infantil?

Discussão 2: A AUSÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA ROTINA ESCOLAR DOS FILHOS E OS IMPACTOS CAUSADOS


Atualmente é comum que os pais tenham jornadas de trabalho exaustivas e tenham pouco tempo para se dedicar à educação dos filhos.

Isso implica em não participar da vida escolar do filho e ainda atribuir essa educação aos professores e escola.

Há uma grande confusão quanto a isso. Boa parte dos pais só aparecem na escola para reclamar de alguma coisa e não para acompanhar o desenvolvimento de seus filhos.

Sabemos que cabe ao professor ensinar e não educar, mas diante desse cenário de jornadas de trabalho exaustivas dos pais, essa tarefa de educar fica totalmente a cargo das escolas e professores? Quão prejudicial para o desenvolvimento infantil é a ausência dos pais em sua rotina escolar?

Por mais que a escola também se proponha a educar e faça isso por diversas vezes, a presença dos pais nunca será substituída. É inegável que se os pais não participam da vida escolar dos filhos, provavelmente o diálogo entre eles e a afetividade tendem a sofrer em decorrência dessa ausência.

Discussão 3: TEMPO DE APRENDIZAGEM E CURRÍCULO


Toda criança apresenta um ritmo único no processo de evolução. Cada pessoa tem uma história particular e única, formada por sua estrutura biológica, psicológica, social e cultural. Esse fato ocorre tanto no ambiente familiar quanto no escolar.

Todavia, as escolas têm um mesmo currículo aplicado a todos os alunos. Esse currículo além de ser o mesmo para todos, sem considerar o ritmo único de desenvolvimento do aluno, ainda traça o perfil do aluno tido como normal.

Aquele que não consegue acompanhar o ritmo estabelecido no currículo, é muitas vezes identificado como tendo algum problema de aprendizagem ou ainda ser considerado um aluno ruim.

Ocorre que todos os seres humanos são capazes de aprender, cada um no seu tempo, no seu ritmo. Se isso já é sabido, por que os currículos continuam sendo algo padrão, por muitas vezes sem margem para flexibilização? Por que os alunos ainda são avaliados de forma a categorizá-los como bons e maus alunos apenas pelo fato de não seguir o mesmo tempo de aprendizagem estabelecido como normal no currículo?

Esse tema gera indagações interessantes e debates longos. É necessário pensar em alguma solução e já adianto que a aprovação automática é apenas uma medida para mascarar o problema.


O currículo precisa ser repensado diante da diversidade de alunos, considerando os alunos como sujeitos de extrema relevância.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar de saber muitos conteúdos na teoria, precisamos aprimorar a prática, repensar conceitos e realizar um estudo sociológico profundo.

O currículo apenas poderá se tornar adequado quando os elaboradores do currículo tiverem consciência dos sujeitos que estão englobados no currículo: educando e educadores.

A ideia do blog não é apenas deixar as dúvidas. E sim despertar o interesse por estudar e refletir sobre as principais temáticas da Pedagogia. Somente quando você toma conhecimento de todo o problema, é que você se torna apto a buscar soluções.

Fontes: 

domingo, 1 de maio de 2016

Infância - Evolução Histórica

Nos dias atuais é possível observar que o conceito de infância mudou muito no decorrer da história, podemos dizer que essas mudanças trouxeram algumas melhorias para a vida das crianças, mas ainda existe muito a ser feito para que realmente a criança tenha seus direitos garantidos.

Na Idade Média não existia a concepção de infância, as crianças eram consideradas como adultos em miniaturas e desde cedo tinham que desenvolver as mesmas tarefas desenvolvidas pelos os adultos.

Na Idade Moderna após o séc. XVII inaugura-se o conceito de infância, as crianças começam a ser vistas como indivíduos que tem necessidades diferentes do adulto, que precisa de cuidados maiores e de uma educação diferenciada.

Na Idade Contemporânea, após o séc. XX a criança passa a ser considerada como sujeito com voz e ação com direito a valorização, defesa e proteção. Porém precisamos enxergar que essas mudanças ainda continuam estacionadas mais na teoria, do que na prática, pois atualmente, infelizmente, ainda existem milhares de crianças nesse mundo, vendendo a própria infância para sobreviver. Elas são obrigadas a trabalhar e até mesmo se prostituírem, sofrem violências, passam fome, etc... Esses problemas acabam repercutindo no alto índice de mortalidade infantil.




Essas imagens refletem as condições das crianças que tem que vender a própria infância para sobreviver.

Resta-nos refletir sobre a seguinte indagação: Que infância é essa?

Enfim, não devemos pensar em infância de maneira singular, visto que, cada criança vivencia uma infância diferente, a depender do contexto social na qual está inserida.

Fontes:
Abramowicz, Anete; OLIVEIRA, Fabiana. A Sociologia da Infância no Brasil: uma área em construção.
Disponível em: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs2.2.2/index.php/reveducacao/article/view/1602


MARCÍLIO, M. L. A lenta construção dos direitos da criança brasileira: século XX. Disponível em: http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Obras-recentemente-publicadas/a-lenta-construcao-dos-direitos-da-crianca-brasileira-seculo-xx-1998.html


http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs2.2.2/index.php/reveducacao/article/view/1602

sábado, 30 de abril de 2016

Ludicidade e o Desenvolvimento Infantil


É através do lúdico, que a criança interage e comunica-se com o mundo, desenvolve habilidades motoras, afetivas, cognitivas e psicológicas, além de ampliar seu conhecimento de mundo e apoderar-se de cultura.

O ato de brincar é a mais pura forma da criança se expressar, é brincando que ela expressa o que está sentindo e também interioriza o mundo ao seu redor. Porém, o ato de brincar vai muito além, é neste momento que os jogos começam a apresentar-se, e será através deles que a criança desenvolverá boa parte de suas habilidades motoras e cognitivas. 

O lúdico faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana, trabalhando com a cultura corporal, movimento e expressão. 

Jogos e brincadeiras estão presentes em todas as fazes da vida dos seres humanos tornando especial sua existência, o lúdico acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, possibilitando que a criatividade aflore.



Este modo de reconhecimento de infância e da brincadeira lúdica, foi ganhando espaço nos últimos séculos, mais precisamente a partir do século XVII, autores como : Comênico (1592-1670), Rosseu (1712-1778), Pestalozzi (1746-1827), Froebel (1782-1852), Maria Montessori (1870-1909) e Ovide Decroly (1871-1932), entre outros, estabelecem as bases para um sistema de ensino mais centrado na criança, “Embora com ênfase diferentes entre si, as propostas de ensino destes autores reconheciam que as crianças tinham necessidades próprias e características diversas das dos adultos, como o interesse da exploração de objetos e pelo jogo”.(OLIVEIRA, 2011,p.63).

Somente no início do século XX, que o brincar natural da criança, foi reconhecido como essencial para a aprendizagem.

A partir desta concepção o lúdico passa a ter mais espaço nas escolas, principalmente na educação infantil.

Segundo Antunes (2004, p.31-32) Brincando as crianças constroem seus próprios mundos e dos mesmos, fazem o vínculo para compreender o mundo do adulto, ressignificam e reelaboram acontecimentos que estruturam seus esquemas de vivências, sua diversidade de pensamentos e a gama diversificada de sentimento [...].

Sendo assim, a brincadeira, o brincar e o brinquedo constituem-se em elementos lúdicos essenciais ao desenvolvimento infantil e importante no contexto educacional, devendo ser pensados no sentido de garantir a criança os seus direitos à infância.


Fontes:
AVA UNINOVE, Disciplina Estudos sobre a Infância, Relações entre o desenvolvimento da infância e o lúdico.
ANTUNES, Celso. Educação Infantil: prioridade imprescindível. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2004.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2011.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A Importância da Família





A família nos dias de hoje se apresenta com diferentes estruturas e configurações, tratando-se de um contexto denominado pós-moderno, onde falta uma perspectiva exata para defini-la, dadas as transformações ocasionadas pela própria evolução dos tempos, havendo inclusive, vários modelos em uma mesma família, formada por pessoas de origens diferentes, motivadas por valores também diferentes.


O papel desempenhado pela família é de extrema importância no desenvolvimento da criança para serem pessoas adultas com determinada autoestima e onde aprendem a enfrentar os desafios e a assumirem responsabilidades, bem como promover o atendimento das necessidades básicas, as quais se podem definir como sendo de natureza física, social e afetiva.


As necessidades físicas referem-se à sobrevivência: abrigo, segurança e alimento. Já as de natureza social e afetiva, dizem respeito ao desenvolvimento emocional e cognitivo, constituindo-se a identidade e a individualidade dentro da nossa sociedade.

Nos lares brasileiros quase não se tem tempo para conviver e para se comunicar com as crianças.


Encontrar tempo para ouvir e para falar, significa deixar de lado muitas outras coisas que nos interessam muito, mas que não são de importantes nenhuma para elas.


Por vezes, a falta de assunto associada ao stress do dia a dia aumentam o distanciamento entre os membros da família. A verdade é que os pais devem fazer um esforço no sentido de facilitar e incentivar o diálogo e consequentemente os laços familiares, até porque, existe sempre algo para dizer: uma aventura no seu trabalho, uma tarefa doméstica, um programa na rádio ou tv, o futebol, desenho, etc.
Além dos pais, os outros membros da família (avô, avó, tios) também têm um papel de extrema importância no desenvolvimento das crianças (por exemplo : contando histórias).


As brincadeiras e aventuras devem ter a participação sempre de membros da família e nesses momentos se faz necessário sempre o diálogo.

É comum as crianças observarem e copiarem e procederem como seus pais perante a vida.


A verdadeira educação nos valores transmite-se, passa dos pais para os seus filhos desde o dia do nascimento. A família é a instituição mais privilegiada da educação, pois é no seu meio natural que o homem nasce e existe e onde se desperta como pessoa. Exerce enorme influência quer na integração escolar quer no desenvolvimento dos filhos.

É de extrema importância o conhecimento da influência que os sistemas familiares têm sobre o desenvolvimento e comportamento das crianças e dos jovens da nossa sociedade. 

Fonte: http://escoladavinci.com.br/index.php/blog-educacao/210-a-importancia-da-familia-no-desenvolvimento-da-crianca-educacao-infantil